Se eu fosse o tempo todo bom, não consegueria fazer sempre o bem.
Se eu usasse o tempo todo a razão, não consegueria ser sempre racional.
E mesmo se eu segurasse o tempo todo suas mãos, não estaria o tempo todo ao seu lado.
Se eu pensasse o tempo inteiro antes de qualquer ato, não teria a felicidade do imprevisto, não saberia o gosto dos teus lábios, não compreenderia o que é recomeçar sem ter terminado, não ganharia tudo sem nunca ter perdido nada.
Pra que serve a razão? O que seria a solução? Pra que serve a solução?
Sentir frio na barriga, o coração disparar, o suar frio das mãos. . . Pra isso não há explicação. Então. Pra que serve a solução?
F.G. 04/12
Poesia e Veneno
Poesia sem regras
quarta-feira, 11 de abril de 2012
quarta-feira, 6 de julho de 2011
A LOJA
Eu vejo a vitrine
E o colorido das cores da estação
Etiquetas dos jeans
E o sorriso estampado nas moças do balcão
Eu vejo a marca
Marcando o tempo
E o tempo ditando a moda
O que era velho voltando as novas
E o que é novo se reinventando...
E o colorido das cores da estação
Etiquetas dos jeans
E o sorriso estampado nas moças do balcão
Eu vejo a marca
Marcando o tempo
E o tempo ditando a moda
O que era velho voltando as novas
E o que é novo se reinventando...
ABRIGO NA NOITE
Ano 2006
Cercado pelas grades da cidade grande,
Querendo liberdade e sendo vigiado
Olhares cautelosos pela madrugada
Suspiro mal contido em meio ao vento frio
Verdades traduzidas em sinais de guerra, linguagem, liturgia, dialeto fútil.
Membranas, mãos atadas, laringe viciada, vícios,verdades, sexo e vaidades.
Querosene combustível para se levantar ,vaidade um passo em falso para se espatifar.
Vida fácil, falso poder, suave vacilo, doce veneno...
E então... raiar do dia...
Cercado pelas grades da cidade grande,
Querendo liberdade e sendo vigiado
Olhares cautelosos pela madrugada
Suspiro mal contido em meio ao vento frio
Verdades traduzidas em sinais de guerra, linguagem, liturgia, dialeto fútil.
Membranas, mãos atadas, laringe viciada, vícios,verdades, sexo e vaidades.
Querosene combustível para se levantar ,vaidade um passo em falso para se espatifar.
Vida fácil, falso poder, suave vacilo, doce veneno...
E então... raiar do dia...
DOMINGO NA TV
ANO 2003
Não adianta lutar, não adianta fugir.
Não adianta rezar, não adianta fingir.
Já não dá mais para voltar, já não dá mais para fugir
Já não podemos viver, já não podemos sorrir...
Pisou nas folhas, caiu no buraco?
Câmera escondida, porrada no saco.
Se tem futebol não vão te fazer chorar, caso contrário haja lenços para enxugar.
Pra te comprar não usam moeda, a moça bonita, o creme de escovar e as cacetada em reprise é que vão de conquistar.
Se domingo à tarde tem falsetas da vida, segunda de manhã tem receita de comida.
Se os baixinhos amarrados em frente à TV são o futuro da nação, no próximo capítulo teremos reconstituição.
Não adianta lutar, não adianta fugir.
Não adianta rezar, não adianta fingir.
Já não dá mais para voltar, já não dá mais para fugir
Já não podemos viver, já não podemos sorrir...
Pisou nas folhas, caiu no buraco?
Câmera escondida, porrada no saco.
Se tem futebol não vão te fazer chorar, caso contrário haja lenços para enxugar.
Pra te comprar não usam moeda, a moça bonita, o creme de escovar e as cacetada em reprise é que vão de conquistar.
Se domingo à tarde tem falsetas da vida, segunda de manhã tem receita de comida.
Se os baixinhos amarrados em frente à TV são o futuro da nação, no próximo capítulo teremos reconstituição.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
RELAXA! EU TENHO UM PLANO
Ela passa de lá pra cá
Passa de cá pra lá
Não me olha não me da atenção
é leviana com esse meu coração
Me provova me deixa no chão
Faz bagunça e me tira a razão
Mas um dia eu vou te falar
Ainda entro no seu coração
A moça desse butiquim
Que não da mole pra mim
Faz de conta que não sou ninguem
Mas as vezes me trata tão bem
A moça desse butiquim
É um anjo no inferno pra mim
Um diado no céu cor de anil
Uma flor para mim que se abriu
Estrela que vem pra brilhar
Pra fazer o meu mundo girar
Reacender essa louca paixão
E na vida da outra razão
A moça desse butiquim
Que não da mole pra mim
Faz de conta que não sou ninguem
Mas as vezes me trata tão bem
Então relaxa eu tenho um plano
Relaxa eu tenho um plano
Um plano pra ganhar seu coração
Um plano pra ganhar...
F.G. 09
Passa de cá pra lá
Não me olha não me da atenção
é leviana com esse meu coração
Me provova me deixa no chão
Faz bagunça e me tira a razão
Mas um dia eu vou te falar
Ainda entro no seu coração
A moça desse butiquim
Que não da mole pra mim
Faz de conta que não sou ninguem
Mas as vezes me trata tão bem
A moça desse butiquim
É um anjo no inferno pra mim
Um diado no céu cor de anil
Uma flor para mim que se abriu
Estrela que vem pra brilhar
Pra fazer o meu mundo girar
Reacender essa louca paixão
E na vida da outra razão
A moça desse butiquim
Que não da mole pra mim
Faz de conta que não sou ninguem
Mas as vezes me trata tão bem
Então relaxa eu tenho um plano
Relaxa eu tenho um plano
Um plano pra ganhar seu coração
Um plano pra ganhar...
F.G. 09
quarta-feira, 29 de junho de 2011
SOCIEDADE SURREAL
Skiko Moita / F.G
Ano 2003
Aqui você nasceu
Aqui você cresceu
Aqui vice brincou e se formou...
O que parece ser, com que deve se parecer?
Já foi testado em experiência, qual a razão da existência?
Aqui você não tem valor
Aqui você não tem amor
Aqui você não tem carinho
Aqui você segui sozinho
Como tentar ser diferente?
Quando o padrão é eminente e se mudar não é aceito!
O ser humano é um ser perfeito
Perfeito e burro
Um absurdo é revoltante, é irritante
Da poesia, maresia, dos versos nobres a homens pobres
Da burguesia, hipocrisia, televisão, religião, cultura rica cabeça fraca, opinião desunião
Aqui você é louco
Aqui você é bobo
Aqui você existe
Porque você insiste?
Sociedade surreal
Onde cada um é cada dois
Realidade ditadorial...
Por isso mesmo não dão nome aos bois...
Ano 2003
Aqui você nasceu
Aqui você cresceu
Aqui vice brincou e se formou...
O que parece ser, com que deve se parecer?
Já foi testado em experiência, qual a razão da existência?
Aqui você não tem valor
Aqui você não tem amor
Aqui você não tem carinho
Aqui você segui sozinho
Como tentar ser diferente?
Quando o padrão é eminente e se mudar não é aceito!
O ser humano é um ser perfeito
Perfeito e burro
Um absurdo é revoltante, é irritante
Da poesia, maresia, dos versos nobres a homens pobres
Da burguesia, hipocrisia, televisão, religião, cultura rica cabeça fraca, opinião desunião
Aqui você é louco
Aqui você é bobo
Aqui você existe
Porque você insiste?
Sociedade surreal
Onde cada um é cada dois
Realidade ditadorial...
Por isso mesmo não dão nome aos bois...
ESCRA TV
Shyko Moita / F.G
Ano 2002
A televisão te manipula, te controla, te isola e te empurra para a santa paz da total ignorância.
Te consome, te excita, te enrola e faz de bobo e faz de novo.
Te compromete, te corrompe, te alicia, te vicia e te põem no corredor da nostalgia
Você vibra, você chora, você deita, você rola, não percebe o que se passa
Tanta intriga, tanta farsa.
Você canta e também dança, nunca perde a esperança.
Você torce e se apaixona, na ilusão vai de carona esperando o capitulo da próxima semana.
Ano 2002
A televisão te manipula, te controla, te isola e te empurra para a santa paz da total ignorância.
Te consome, te excita, te enrola e faz de bobo e faz de novo.
Te compromete, te corrompe, te alicia, te vicia e te põem no corredor da nostalgia
Você vibra, você chora, você deita, você rola, não percebe o que se passa
Tanta intriga, tanta farsa.
Você canta e também dança, nunca perde a esperança.
Você torce e se apaixona, na ilusão vai de carona esperando o capitulo da próxima semana.
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